"Continuei assobiando a marcha do rio Kwait e lembrando
que não tenho nada de comer em casa. Restam-me sete pesos. Passou um sujeito
vendendo pizza. Comprei uma. Quer dizer, se um italiano visse essa pizza, caía
de costas. Ruim, fria e dura feito pé de morto. Engoli. Me sobraram dois pesos
no bolso. "Deus proverá", dizia uma das minhas sogras, quanto eu
tinha sogras. Bom. Vamos confiar. Amanhã é outro dia e vou pensar em alguma
coisa.
Definitivamente,
é assim que se vive: aos pedacinhos, empatando cada pedacinho, cada hora, cada
dia, cada etapa, empatando como um quebra-cabeça.
Não
gosto de falar das etapas da minha vida porque a dor se remexe. Mas assim é.
Vive-se em capítulos. E é preciso aceitar. Muita gente à minha volta andou
injetando rancor e ódio no meu coração. O final era previsível: ingressar no
caos, seguir para baixo e não parar até o inferno. Quando estivesse assando no
azeite e no enxofre em chamas, não haveria mais remédio.
Já
estava seco e fedendo a gases sulfúricos quando consegui deter a queda. E
comecei a recuperar algo do melhor. Me custou esforço. Nunca voltei a ser o
mesmo. Por sorte a vida é irreversível. E, sobretudo, não continuei rondando
até o inferno. Provas que a vida nos impõe. Se não se sabe, ou não se consegue
superá-las, aí se tomba. E talvez não tenha tempo nem para se despedir."
Trecho da obra Trilogia Suja de Havana do Pedro Juan Gutiérrez
A banda Uchpa conquistou notoriedade cantando em Quichua, uma importante família de línguas indígena da América do Sul, ainda hoje falada por cerca de dez milhões de pessoas de diversos grupos étnicos da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru ao longo dos Andes.
Possui vários dialetos inteligíveis entre si.
É uma das línguas oficiais da Bolívia, Peru e Equador.
Formado em Ayacucho, Peru em 1991, primeiro tocando covers de Nirvana em Quechua e posteriormente Rock clássico dos anos 60 e 70.
O grupo inicial era quase na sua totalidade formado por músicos Ayachuchano, uma das vertentes Quichua, exceto pelo vocalista Fredy, de Andahuaylas.
Porem essa primeira formação logo se separou para seguirem projetos pessoais.
Fredy vai para Lima, trabalhar como policial, levando consigo as demos conseguidas nos ensaios e montando novamente a banda em Lima, com mesmo nome mas com outros integrantes.
Uchpa então já com dois discos em sua tragetória, lança um terceiro Qukmam Muskiy (Respiro Diferente) como sempre só cantado em Quechua.
Com esse disco alcançam repercução nacional e internacional graças a originalidade de seu projeto e também por apresentarem um Rock visceral.
Quintal de Clorofila foi um duo de folk psicodélico, formado pelos irmãos Dimitri e Negrende Arbo.
Eles fizeram parte do cernário folk gaúcho que se iniciou no final dos anos 1970, com grupos como Os Tápes, Almôndegas, Utopia e Grupo Terra Viva, e se extendeu aos anos 1980, com grupos como Tambo do Bando e Couro, Cordas e Cantos.
Quintal de Clorofila é um dos poucos que chegaram a gravar um álbum, lançado pelo selo independente Bobby Som em 1983. Para esse LP, o grupo gravou composições próprias com letras do irmão deles, o poeta Antonio Calos Arbo.
Nas palavras do próprio Dimitri Arbo, o som deles misturava jazz, rock, música medieval e ritmos africanos orientais e latinos, no que ele chama "Rock Viking".
Com certeza é uma musica complexa, com uma tremenda profundidade e inspiracão abundante, o que se evidencia ao longo de todas as faixas bastante atmosféricas do álbum.
Resenha muito legal e que retrata fielmentea atmosfera do disco:
01. As Alamedas 5:17 Esse disco pra mim foi um achado que me fala ao coração.Uma música extremamente complexa harmonicamente falando e de um lirismo entusiasta e belo.Os violões numa duplicidade harmônica fazem um grande abre-alas para a belíssima letra. É um tipo de poesia que fala de natureza, e que entende melhor quem é do sul ou viveu por lá (como eu nascido em Santa Catarina). É um tanto difícil explicar esse sentimento.Nessa canção o clima fica exclusivamente por conta dos violões e craviola. Só quase chegando ao final de tudo que o sax de Dimitri se faz presente e um teclado quase apagado.O clima que segue é típico da música boliviana com flautas e percussão.
02. Jornada3:49 A craviola faz a melodia, o violão acompanha. Mais uma vez a letra é destaque absoluto, e sem contar que Negendre tem uma grande voz, muito bonita mesmo.Eu ouvi alguns trechos de violão bem no estilo de Steve Howe (Genesis). Outra coisa muito bacana e interessante são os timbres de teclado (seria um antigo Cassiotone?), muitas vezes timbres bem arcaicos, mas aí é que mora o encanto. Depois de uma seqüência de flautas, os vocais em duplicidade (são vários esses momentos) montam um momento belíssimo da canção.
03. Drakkars 5:27 Percussiva em suas mais variadas formas, construída basicamente em cima dos elementos percussivos, fazendo a cama certa para a flauta. E o que eu tinha dito sobre o teclado? Ele é arcaico, mas é ai que mora todo o charme. Sensacional. Quando o violão incia a melodia surpresa! É o Greg Lake (Emerson, Lake & Palmer) sim senhor! (risos). E em seguida muitas vozes numa vocalização meio maluca.As flautas que dão continuidade ao tema são seguidas de um violão, tudo numa coisa meio ‘medieval’ de ser.Um som com somente dois elementos que é mais elaborado que muita banda de 5 integrantes que se vê por ai.
04. Liverpool 4:29 Liverpool quase dá continuidade ao tema anterior Drakkars, por aqui os violões são mais diretos, o foco principal está na letra e nos maravilhosos vocais de Negendre.De forma meio abstrata a canção trata dos Beatles, inclusive citando os quatro então rapazes de Liverpool.Muito tocante em sua melodia, é uma coisa de coração, é como se toda a melodia entrasse nos ouvidos e fizesse com que você realmente prestasse atenção e se sentisse dentro da cena toda.O sax é parte integrante dessa utopia musical e passional.
05. Gotas De Seresta 2:57
Gotas de seresta aposta na craviola (ou seria um bandolim?) e nas sensacionais letras de Antonio Carlos.E tem uma inspirada linha solo de violão, numa quase influência portuguesa.
06. Viver 5:24 Pra mim ponto altíssima do disco.O trem da vida zarpa. E a letra já deixa bem clara a que veio, tocar os corações.Como eu disse anteriormente os teclados são arcaicos e isso na minha opinião é ótimo.Prestem muita atenção na letra.Um arredio solo é apresentado depois do grande refrão. É difícil explicar em palavras essa faixa, é puro coração.A letra é daquelas que deveria ser talhada em algum lugar urgentemente!O synth e a guitarra solando são geniais.
07. O Último Cigano 5:22
Lembrando dos ciganos essa faixa chega com violões e climas de tempo.É uma faixa triste que conta a história de um velho cigano que já não tem mais sua turma, e que sempre lembra do tempo que não volta mais.A percussão do refrão é digna de prêmio, simples e dá a nítida impressão de vivência.
08. Jardim Das Delícias 3:57
O que seria esse teclado? É genial.Mas era só o começo, agora quem toma conta de tudo (e muito bem) é o sax de Dimitri, a craviola, os violões e o teclado lá ao fundo.Uns poucos fraseados de guitarra por quem domina tudo são os violões mesmo.
09. Balada Da Ausência 3:59 Essa é outro destaque gigante do disco.Os pássaros durante as frases, o tímido teclado, e o que é mais genial, a letra de uma profunda sabedoria e tristeza.
São vários os detalhes da canção, se ouvirem com fones conseguirão ter a impressão do que eu falo.No final vocais e mais vocais, e mais uma faixa difícil de explicar, apenas sinta-a.
10. O Mistério Dos Quintais 3:19
Essa faixa final, meu deus.Primeiro são os acordes dedilhados, os pássaros e a percussão dando a impressão de floresta.Depois a declamação mais que perfeita (acho que se trata do próprio Antonio Carlos) é uma das coisas mais emocionantes que já ouvi em se tratando de música. Poucas coisas depois de ter escutado esse disco, e essa faixa, me bateram tanto ao coração.Esse disco provoca em mim um saudosismo e uma tristeza alegre (se isso for possível), me dá saudades de coisas que eu não vivi.
Botafogo, considerado o melhor guitarrista argentino de Blues,
havia tocado na Espanha com Pappo's Blues e uma banda chamada Cucharada.
Abriram do show sw B.B. King no Luna Park e, contrariamente ao que normalmente acontece nesses casos, o publico presente lhes pediu um bis, mesmo se tratando de uma apresentação do Rei do Blues.
"Colocar um hit é um desafio muito grande para nós - diziam em 1992.
A distribuição e venda de nossos discos se fez de boca em boca.
Os que nos viram tocar, os que foram ao show do B.B. King... Porem somos conscientes de o que importa mesmo é poder todos os anos registrar nossos trabalhos, vendendo ou não." Disse Humor em 1992.
Porém diferenças internas levaram primeiro a uma troca de formação, García migrou para a Memphius La Blusera ,
Santiago Ferreiro assumiu a guitarra e Hugo Mangieri na bateria.
No final de 1994, a banda se dissolveu definitivamente. Botafogo então montou um novo grupo, Xpress.
Porém a banda nos deixou um legado com três maravilhosos álbuns de estúdio. Recomendado para todos apreciadores de Blues!
Una dosis Latinoamericana - León Gieco
Raúl Alberto Antonio Gieco, mais conhecido como León Gieco, nasceu em 20 de
novembro de 1951 numa chácara ao norte de Santa Fé. Com dinheiro de seu
trabalho, aos oito anos comprou sua primeira guitarra começando a se apresentar
em seu colégio em um grupo folclórico chamado Los Nocheros.
Paralelamente se integra aos Los Moscos, banda de rock que pouco a pouco
conquistava certa notoriedade nas cidades vizinhas a Santa Fé. Faziam covers
dos Beatles, Rolling Stones e de Spencer Davis Group. Finalmente em 1665 ganham
um concurso para se apresentarem na TV Canal 5 de Rosário, feita que muito lhes
surpreendesse.
No verão de 1969, com sua guitarra ao ombro e quase sem dinheiro, viajou
pela primeira vez à Buenos Aires. Onde pouco a pouco começa a se relacionar com
o mundo rockero da cidade. Com isso se integra a La Banda de los Ocho, onde
fazem aberturas de shows de Moris e Pajarito Zaguri, algumas lendas do Rock
argento.
Em novembro de 71 faz sua primeira grande apresentação, no Festival B.A.
Rock II em 72 se apresenta no “Acusticazo” onde registra sua primeira gravação,
“Hombres de Hierro” um de seus temas mais famosos. Em dezembro chega à terceira
versão do B.A. Rock e para março de 73 lança seu primeiro disco que foi gravado
de forma independente, fazendo grande sucesso a canção “Em El Pais de La
Liberdad”. Pouco a pouco ganhando certa difusão e o começando a ser reconhecido
como o “Bob Dylan argentino”.
Então León forma a La Banda de los Caballos Cansados, para poder tocar ao
vivo as canções de seu primeiro disco.
Com isto, em 74 lança o seu segundo
álbum “La Banda de los Caballos Cansados” álbum que segue a linha progressiva
folclórica do primeiro álbum. Sua forma de expressão é direta, quase ousada.
Ele explica, “foi a música que despertou dentro de mim o interesse por entender
o destino dos povos e o porquê das injustiças, Daí em diante tratou de
refletir, com o Maximo de honestidade, minhas próprias perguntas, minhas
próprias saídas e até minha próprias angustias. Seguirei sendo musico e percorrerei
todos lugares que possa para cantar às pessoas como me seja possível”. Assim,
foi para a mini turnê do seu segundo disco.
Paralelamente, se armou um super grupo de folk acústico, o PorSuiGieco
formado pó, Raul Porchetto, Charly Garcia, Nito Mestre e Maria Rosa Yorio. Lançando
o respectivo disco em 1976.
Muitos entraves por parte da censura teve que driblar para em 76 poder
lançar seu terceiro LP, “El Fantasma de Canterville” ao ponto de ter que
modificar a letra de seis musicas e eliminar outros três. Apesar disto tudo, o
material é muito bem recebido fazendo León se aventurar por uma turnê pela
América Latina. Em meados de 78 para escapar da censura se erradica por um ano
em Los Angeles.
E assim segue, lançando em 78 o “IV LP”.
Após esse disco seguem por vários anos fazendo turnês pela América latina e
inclusive se apresentando na Alemanha e lançando vários discos ao vivo e
acústicos.
“Semillas Del Corazón” de 89 marca seu retorno aos estúdios de gravação
depois de 8 anos de turnês, gravando o mesmo de maneira independente.
“Orozco” de 97 surpreendeu com a balada homônima e outras músicas de
qualidade impar como “El Embudo” que conta com a participação de Mercedes Sosa,
Ricardo Iorio (Almafuerte), Chizzo (La Renga), dentre outros.
“Bandidos Rurales” lançado em 2001 arrasou com os temas “De Igual a Igual”,
“Las Madres Del Amor” e a grandiosa “Bandidos Rurales”. Se trata de um álbum
com muitos artistas convidados como Charly Garcia, Chizzo Nápoli (La Renga),
Victor Heredia, dentre outros. Por esse trabalho, Gieco obteve o Premio Gardel
ao Melhor Artista Masculino de Rock e Melhor Capa de Disco.
Em junho de 2004 foi nomeado Cidadão Ilustre da Cidade de Buenos Aires.
Em 2005 lança, “Por Favor, Perdón y Gracias”, que contava com “El Ángel de
la Bicicleta”, tema que conta a história de Claudio “Pocho Hormiga” Leprati, assassinado
em dezembro de 2001 por evitar que a polícia baleasse um refeitório infantil em
rosário.
Depois de seis anos de espera, lança “El Desembarco”, uma produção tanto
ambiciosa quanto impecável, Gieco exibe nesse disco uma síntese de suas obsessões
conceituais, uma coerência ideológica que não admite fissuras.
Este então é o León Gieco, grande artista argentino, caracterizado por
misturar o folclore com rock argentino e pelas conotações sociais e políticas
de suas canções em favor dos direitos humanos e solidariedade pelos excluídos.
Una dosis Latinoamericana - Toncho Pilatos (Mexico)
A música interpretado pela Toncho Pilatos, era original em sua letra e instrumentação,
apesar do ritmo com clara influência “Stoniana”.
Seu som chamou tanto a atenção ao ponto da sua gravadora lançar seu primeiro álbum em um disco duplo.
O que até então só tinha sido feito por grupos Norteamericanos, Ingleses e Canadenses, porem nenhum Mexicano.
O disco fez tanto sucesso que foi editado também na Alemanha.
Em uma declaração da época Bob Dylan considerava que essa era a música que poderia revolucionar o rock do mundo.
Igualmente Beck considerou o primeiro álbum de Toncho Pilatos como uma influencia em sua carreira musical.
Finalmente as criticas se dividiram, porém o melhor aconteceu; projetar este grupo a nível nacional e internacional,
pois o grupo era requisitado nas mais importantes cidades para apresentações ao vivo,
as quais eram a melhor maneira de captar todo o esplendor do Toncho Pilatos.
Mas nos finais dos anos oitenta Toncho Pilatos desapareceu da cena musical.
Depois de várias trocas de integrantes, o grupo esteve em Los Angeles, se apresentando como “Toncho Indian Braves”,
onde não se deram muito bem.
Em 1991 gravaram seu terceiro e último disco, “Soy Mexicano” .
Alfonso Toncho Guerrero, vocalista e líder da banda, morreu em 4 de Julho de 1992, com 42 anos,
poucos meses depois de ter lançado o disco e poucas semanas de sua ultima aparição na TV, onde foi muito bem recebido.
Porém o legado do Toncho Pilatos continua vivo.
Com sua música mexicanista cantada em espanhol, este legendário grupo semeou as sementes do verdadeiro rock Mexicano.
Seus três discos hoje são considerados como verdadeiras obras primas.
A bandas ainda segue na ativa com alguns de seus integrantes originais e se apresenta com certa regularidade em algumas cidades do Mexico.
Banda uruguaia formada em Montevidéo em 1972. O grupo surgiu após a separação do Opus Alfa, de onde vieram o baterista Jorge Graf e o vocalista e baixista Jorge Barral. A eles juntou-se o guitarrista e também vocalista Daniel Bertolone, e juntos gravaram um único e raríssimo disco, que chegou ao mercado naquele mesmo ano.
O som do Dias de Blues é um blues pesado e repleto de riffs típicos do hard rock, com influências de nomes como Cream e Led Zeppelin. A mixagem, que deixou o som bem cru, coloca mais charme ainda no disco, deixando tudo bem na cara e com ar de "ao vivo" no estúdio. Entre as faixas, destacaria a abertura com "Amasijando los Blues", a deliciosa e acústica "Dame Tu Sonrisa Loco", o hard rock de "No Podram Conmigo", "Estan Desubicados", "Esto Es Nuestro" e a longa "Toda Tu Vida", que encerra o álbum.
Este debut e único disco do Dias de Blues foi lançado com duas capas diferentes, sendo uma para a versão original uruguaia e outra para a versão argentina. Ambas são muito raras e desejadas, principalmente a uruguaia, alcançando valores consideráveis entre os colecionadores. Existe uma versão em CD do álbum, lançada pela ótima gravadora italiana Akarma em 2000, e que é consideravelmente mais fácil de ser encontrada.
Pappo, cujo nome real era Norberto Pappo Napolitano, nascido em 1950, começou sua trajetória na música ainda no final dos anos sessenta, tocando em uma das primeiras formações do LOS ABUELOS DE LA NADA.
Pouco tempo depois participa de alguns álbuns do LOS GATOS, além de ocasionalmente tocar com o LA PESADA DEL ROCK & ROLL e o lendário MANAL, considerada uma das maiores bandas de Rock da Argentina.
Mas somente na década seguinte é que ele formaria um dos maiores combos roqueiros da América Latina:
O PAPPO'S BLUES, com o qual registra sete maravilhosos trabalhos entre 1971 e 1978, além de outros posteriores.Em 74 vai para a Inglaterra, onde acompanha de perto a formação da banda de uns amigos, essa banda seria nada mais nada menos que o MOTÖRHEAD.
Vontando para a Argentina, em 77 forma um dos maiores Power Trio da América Latina, o Aeroblus.
Em1980 Pappo monta o RIFF, uma banda de Heavy Metal oitentista com influências de AC/DC, MOTÖRHEAD e JUDAS PRIEST.
Participou da gravação do album 1985 da PATRULHA DO ESPAÇO.
Nos anos noventa, ninguém menos que B.B.KING ficou maravilhado ao conferir Pappo durante uma turnê na Argentina e acabou por convidar o guitarrista para subir ao palco durante uma apresentação em Nova Iorque!
Infelizmente, em fevereiro de 2005, este herói, que estava pilotando sua Harley numa estrada próxima à localidade de Luján, na Argentina, perdeu a vida após ser literalmente atropelado por um carro em alta velocidade.