05 novembro, 2012

Psiglo (Uruguay)


Una Dosis Latinoamericana -  Psiglo


Psiglo foi uma banda de rock progressivo Uruguayo que a pesar de sua curta existência é considerado um dos grupos mais importantes da história do Rock Sulamericano e se encontra entre as 20 mais importantes da história do Hard Rock Progressivo junto com Led Zeppelin, Uriah Heep, Deep Purple entre outros.

Em julho de 1972 lançaram seu primeiro single, gravado em um formato pouco comercial, Gente Sim Camino supera os seis minutos de duração em uma época que a duração máxima para uma música que as rádios defendiam era de três minutos.  No entanto En Um Lugar Niño ganha grande difusão.
Em dezembro do mesmo ano editam seu segundo single, este supera as vendas do anterior e chega ao Disco de Ouro.




Entre janeiro e março de 1973 completam a gravação de seu primeiro LP “Ideación”. O mesmo foi lançado em julho desse ano e contou com o acompanhamento do quarteto de cordas na musica Catalina e de Sax e Trompete em Es Inútil.
Com esse disco conquistam o Disco de Ouro novamente.

Seu segundo LP, conhecido popularmente como PSIGLO II foi gravado em julho de 1974, no entanto foi censurado pela Ditadura Militar Uruguaia e foi editado somente em 1981 e sem a música “Héroe de Papel”. Esta música apareceu anos mais tarde na edição do CD que contém os dois LPs do grupo.  Para este disco contaram com o acompanhamento musical do “Cuarteto de Álvaro Armesto” com flauta transversal na música “El Jugar y Yo” e com sax na música “Gil 1038”

Apesar da melhor produção e melhores composições o album infelizmente na época não é lançado,  ficando engavetado, sendo lançado apenas na Argentina só que em uma versão reduzida. Inevitavelmente a banda se dissolve. O baterista Farrugia vai para a Argentina e integra-se à banda CRUCIS e Melogno, Rechac e Garcia vão para a Espanha. Garcia integraria a Banda Espanhola ASFALTO. Cesio fica no Uruguai e desaparece por um tempo.

O grupo se reuniu novamente em 1993 em um evento prestigiado por mais de 6000 pessoas em Montevideu, demonstrando a aceitação e recepção de um público multigeracional. 

Em 1999 voltam a se reunir em um evento em homenagem a Rubem Castillo.

Psiglo, grande representante do Rock Latinoamericano e altamente recomentado!

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28 setembro, 2012

Ins-pirações Latinoamericanas - Pedro Juan Gutiérrez



Trechos de algumas obras de respeito

"Continuei assobiando a marcha do rio Kwait e lembrando que não tenho nada de comer em casa. Restam-me sete pesos. Passou um sujeito vendendo pizza. Comprei uma. Quer dizer, se um italiano visse essa pizza, caía de costas. Ruim, fria e dura feito pé de morto. Engoli. Me sobraram dois pesos no bolso. "Deus proverá", dizia uma das minhas sogras, quanto eu tinha sogras. Bom. Vamos confiar. Amanhã é outro dia e vou pensar em alguma coisa.
              
  Definitivamente, é assim que se vive: aos pedacinhos, empatando cada pedacinho, cada hora, cada dia, cada etapa, empatando como um quebra-cabeça.
                Não gosto de falar das etapas da minha vida porque a dor se remexe. Mas assim é. Vive-se em capítulos. E é preciso aceitar. Muita gente à minha volta andou injetando rancor e ódio no meu coração. O final era previsível: ingressar no caos, seguir para baixo e não parar até o inferno. Quando estivesse assando no azeite e no enxofre em chamas, não haveria mais remédio.
                Já estava seco e fedendo a gases sulfúricos quando consegui deter a queda. E comecei a recuperar algo do melhor. Me custou esforço. Nunca voltei a ser o mesmo. Por sorte a vida é irreversível. E, sobretudo, não continuei rondando até o inferno. Provas que a vida nos impõe. Se não se sabe, ou não se consegue superá-las, aí se tomba. E talvez não tenha tempo nem para se despedir."

Trecho da obra Trilogia Suja de Havana do Pedro Juan Gutiérrez


20 setembro, 2012

Uchpa (Peru)

Una Dosis Latinoamericana - Uchpa

A banda Uchpa conquistou notoriedade cantando em Quichua, uma importante família de línguas indígena da América do Sul, ainda hoje falada por cerca de dez milhões de pessoas de diversos grupos étnicos da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru ao longo dos Andes.
Possui vários dialetos inteligíveis entre si.
É uma das línguas oficiais da Bolívia, Peru e Equador.

Formado em Ayacucho, Peru em 1991, primeiro tocando covers de Nirvana em Quechua e posteriormente Rock clássico dos anos 60 e 70.
O grupo inicial era quase na sua totalidade formado por músicos Ayachuchano, uma das vertentes Quichua, exceto pelo vocalista Fredy, de Andahuaylas.
Porem essa primeira formação logo se separou para seguirem projetos pessoais.
Fredy vai para Lima, trabalhar como policial, levando consigo as demos conseguidas nos ensaios e montando novamente a banda em Lima, com mesmo nome mas com outros integrantes.

Uchpa então já com dois discos em sua tragetória, lança um terceiro Qukmam Muskiy (Respiro Diferente) como sempre só cantado em Quechua.
Com esse disco alcançam repercução nacional e internacional graças a originalidade de seu projeto e também por apresentarem um Rock visceral.



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20 agosto, 2012

Quintal de Clorofila (Brasil)

Una Dosis Latinoamericana - Quintal de Clorofila



Quintal de Clorofila foi um duo de folk psicodélico, formado pelos irmãos Dimitri e Negrende Arbo.

Eles fizeram parte do cernário folk gaúcho que se iniciou no final dos anos 1970, com grupos como Os Tápes, Almôndegas, Utopia e Grupo Terra Viva, e se extendeu aos anos 1980, com grupos como Tambo do Bando e Couro, Cordas e Cantos.

Quintal de Clorofila é um dos poucos que chegaram a gravar um álbum, lançado pelo selo independente Bobby Som em 1983. Para esse LP, o grupo gravou composições próprias com letras do irmão deles, o poeta Antonio Calos Arbo.
Nas palavras do próprio Dimitri Arbo, o som deles misturava jazz, rock, música medieval e ritmos africanos orientais e latinos, no que ele chama "Rock Viking".
Com certeza é uma musica complexa, com uma tremenda profundidade e inspiracão abundante, o que se evidencia ao longo de todas as faixas bastante atmosféricas do álbum.



 Resenha muito legal e que retrata fielmentea atmosfera do disco:


01. As Alamedas 5:17 
Esse disco pra mim foi um achado que me fala ao coração.Uma música extremamente complexa harmonicamente falando e de um lirismo entusiasta e belo.Os violões numa duplicidade harmônica fazem um grande abre-alas para a belíssima letra. É um tipo de poesia que fala de natureza, e que entende melhor quem é do sul ou viveu por lá (como eu nascido em Santa Catarina). É um tanto difícil explicar esse sentimento.Nessa canção o clima fica exclusivamente por conta dos violões e craviola. Só quase chegando ao final de tudo que o sax de Dimitri se faz presente e um teclado quase apagado.O clima que segue é típico da música boliviana com flautas e percussão.

02. Jornada 3:49 

A craviola faz a melodia, o violão acompanha. Mais uma vez a letra é destaque absoluto, e sem contar que Negendre tem uma grande voz, muito bonita mesmo.Eu ouvi alguns trechos de violão bem no estilo de Steve Howe (Genesis). Outra coisa muito bacana e interessante são os timbres de teclado (seria um antigo Cassiotone?), muitas vezes timbres bem arcaicos, mas aí é que mora o encanto. Depois de uma seqüência de flautas, os vocais em duplicidade (são vários esses momentos) montam um momento belíssimo da canção.

03. Drakkars 5:27

 Percussiva em suas mais variadas formas, construída basicamente em cima dos elementos percussivos, fazendo a cama certa para a flauta. E o que eu tinha dito sobre o teclado? Ele é arcaico, mas é ai que mora todo o charme. Sensacional. Quando o violão incia a melodia surpresa! É o Greg Lake (Emerson, Lake & Palmer) sim senhor! (risos). E em seguida muitas vozes numa vocalização meio maluca.As flautas que dão continuidade ao tema são seguidas de um violão, tudo numa coisa meio ‘medieval’ de ser.Um som com somente dois elementos que é mais elaborado que muita banda de 5 integrantes que se vê por ai.

04. Liverpool 4:29 

Liverpool quase dá continuidade ao tema anterior Drakkars, por aqui os violões são mais diretos, o foco principal está na letra e nos maravilhosos vocais de Negendre.De forma meio abstrata a canção trata dos Beatles, inclusive citando os quatro então rapazes de Liverpool.Muito tocante em sua melodia, é uma coisa de coração, é como se toda a melodia entrasse nos ouvidos e fizesse com que você realmente prestasse atenção e se sentisse dentro da cena toda.O sax é parte integrante dessa utopia musical e passional.

05. Gotas De Seresta 2:57
Gotas de seresta aposta na craviola (ou seria um bandolim?) e nas sensacionais letras de Antonio Carlos.E tem uma inspirada linha solo de violão, numa quase influência portuguesa.

06. Viver 5:24 

Pra mim ponto altíssima do disco.O trem da vida zarpa. E a letra já deixa bem clara a que veio, tocar os corações.Como eu disse anteriormente os teclados são arcaicos e isso na minha opinião é ótimo.Prestem muita atenção na letra.Um arredio solo é apresentado depois do grande refrão. É difícil explicar em palavras essa faixa, é puro coração.A letra é daquelas que deveria ser talhada em algum lugar urgentemente!O synth e a guitarra solando são geniais.

07. O Último Cigano 5:22
Lembrando dos ciganos essa faixa chega com violões e climas de tempo.É uma faixa triste que conta a história de um velho cigano que já não tem mais sua turma, e que sempre lembra do tempo que não volta mais.A percussão do refrão é digna de prêmio, simples e dá a nítida impressão de vivência.

08. Jardim Das Delícias 3:57
O que seria esse teclado? É genial.Mas era só o começo, agora quem toma conta de tudo (e muito bem) é o sax de Dimitri, a craviola, os violões e o teclado lá ao fundo.Uns poucos fraseados de guitarra por quem domina tudo são os violões mesmo.

09. Balada Da Ausência 3:59 

Essa é outro destaque gigante do disco.Os pássaros durante as frases, o tímido teclado, e o que é mais genial, a letra de uma profunda sabedoria e tristeza.
São vários os detalhes da canção, se ouvirem com fones conseguirão ter a impressão do que eu falo.No final vocais e mais vocais, e mais uma faixa difícil de explicar, apenas sinta-a.

10. O Mistério Dos Quintais 3:19
Essa faixa final, meu deus.Primeiro são os acordes dedilhados, os pássaros e a percussão dando a impressão de floresta.Depois a declamação mais que perfeita (acho que se trata do próprio Antonio Carlos) é uma das coisas mais emocionantes que já ouvi em se tratando de música. Poucas coisas depois de ter escutado esse disco, e essa faixa, me bateram tanto ao coração.Esse disco provoca em mim um saudosismo e uma tristeza alegre (se isso for possível), me dá saudades de coisas que eu não vivi.


Texto: Diego Camargo
http://progshine.com


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11 julho, 2012

Durazno De Gala (Argentina)




Una Dosis Latinoamericana - Durazno De Gala


Uma das bandas mais prestigiadas de Blues-Rock Argentino.

Formada em 1985 e nesse mesmo ano levaram o segundo lugar no concurso Pre Chateau Rock, realizado em  Cordoba na Argentina.
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Botafogo y Pappo

Botafogo, considerado o melhor guitarrista argentino de Blues,
havia tocado na Espanha com Pappo's Blues e uma banda chamada Cucharada.

Abriram do show sw B.B. King no Luna Park e, contrariamente ao que normalmente acontece nesses casos, o publico presente lhes pediu um bis, mesmo se tratando de uma apresentação do Rei do Blues.

"Colocar um hit é um desafio muito grande para nós - diziam em 1992.
A distribuição e venda de nossos discos se fez de boca em boca.
Os que nos viram tocar, os que foram ao show do B.B. King... Porem somos conscientes de o que importa mesmo é poder todos os anos registrar nossos trabalhos, vendendo ou não." Disse Humor em 1992.

Porém diferenças internas levaram primeiro a uma troca de formação, García migrou para a Memphius La Blusera ,
Santiago Ferreiro assumiu a guitarra e Hugo Mangieri na bateria.

No final de 1994, a banda se dissolveu definitivamente. Botafogo então montou um novo grupo, Xpress.

Porém a banda nos deixou um legado com três maravilhosos álbuns de estúdio. Recomendado para todos apreciadores de Blues!















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19 março, 2012

León Gieco - Argentina


Una dosis Latinoamericana -  León Gieco
Raúl Alberto Antonio Gieco, mais conhecido como León Gieco, nasceu em 20 de novembro de 1951 numa chácara ao norte de Santa Fé. Com dinheiro de seu trabalho, aos oito anos comprou sua primeira guitarra começando a se apresentar em seu colégio em um grupo folclórico chamado Los Nocheros.
Paralelamente se integra aos Los Moscos, banda de rock que pouco a pouco conquistava certa notoriedade nas cidades vizinhas a Santa Fé. Faziam covers dos Beatles, Rolling Stones e de Spencer Davis Group. Finalmente em 1665 ganham um concurso para se apresentarem na TV Canal 5 de Rosário, feita que muito lhes surpreendesse.

No verão de 1969, com sua guitarra ao ombro e quase sem dinheiro, viajou pela primeira vez à Buenos Aires. Onde pouco a pouco começa a se relacionar com o mundo rockero da cidade. Com isso se integra a La Banda de los Ocho, onde fazem aberturas de shows de Moris e Pajarito Zaguri, algumas lendas do Rock argento.

Em novembro de 71 faz sua primeira grande apresentação, no Festival B.A. Rock II em 72 se apresenta no “Acusticazo” onde registra sua primeira gravação, “Hombres de Hierro” um de seus temas mais famosos. Em dezembro chega à terceira versão do B.A. Rock e para março de 73 lança seu primeiro disco que foi gravado de forma independente, fazendo grande sucesso a canção “Em El Pais de La Liberdad”. Pouco a pouco ganhando certa difusão e o começando a ser reconhecido como o “Bob Dylan argentino”.
Então León forma a La Banda de los Caballos Cansados, para poder tocar ao vivo as canções de seu primeiro disco.
Com isto, em 74 lança o seu segundo álbum “La Banda de los Caballos Cansados” álbum que segue a linha progressiva folclórica do primeiro álbum. Sua forma de expressão é direta, quase ousada. Ele explica, “foi a música que despertou dentro de mim o interesse por entender o destino dos povos e o porquê das injustiças, Daí em diante tratou de refletir, com o Maximo de honestidade, minhas próprias perguntas, minhas próprias saídas e até minha próprias angustias. Seguirei sendo musico e percorrerei todos lugares que possa para cantar às pessoas como me seja possível”. Assim, foi para a mini turnê do seu segundo disco.

Paralelamente, se armou um super grupo de folk acústico, o PorSuiGieco formado pó, Raul Porchetto, Charly Garcia, Nito Mestre e Maria Rosa Yorio. Lançando o respectivo disco em 1976.
Muitos entraves por parte da censura teve que driblar para em 76 poder lançar seu terceiro LP, “El Fantasma de Canterville” ao ponto de ter que modificar a letra de seis musicas e eliminar outros três. Apesar disto tudo, o material é muito bem recebido fazendo León se aventurar por uma turnê pela América Latina. Em meados de 78 para escapar da censura se erradica por um ano em Los Angeles.
E assim segue, lançando em 78 o “IV LP”.

Após esse disco seguem por vários anos fazendo turnês pela América latina e inclusive se apresentando na Alemanha e lançando vários discos ao vivo e acústicos.
“Semillas Del Corazón” de 89 marca seu retorno aos estúdios de gravação depois de 8 anos de turnês, gravando o mesmo de maneira independente.
“Orozco” de 97 surpreendeu com a balada homônima e outras músicas de qualidade impar como “El Embudo” que conta com a participação de Mercedes Sosa, Ricardo Iorio (Almafuerte), Chizzo (La Renga), dentre outros.

“Bandidos Rurales” lançado em 2001 arrasou com os temas “De Igual a Igual”, “Las Madres Del Amor” e a grandiosa “Bandidos Rurales”. Se trata de um álbum com muitos artistas convidados como Charly Garcia, Chizzo Nápoli (La Renga), Victor Heredia, dentre outros. Por esse trabalho, Gieco obteve o Premio Gardel ao Melhor Artista Masculino de Rock e Melhor Capa de Disco.

Em junho de 2004 foi nomeado Cidadão Ilustre da Cidade de Buenos Aires.
Em 2005 lança, “Por Favor, Perdón y Gracias”, que contava com “El Ángel de la Bicicleta”, tema que conta a história de Claudio “Pocho Hormiga” Leprati, assassinado em dezembro de 2001 por evitar que a polícia baleasse um refeitório infantil em rosário.

Depois de seis anos de espera, lança “El Desembarco”, uma produção tanto ambiciosa quanto impecável, Gieco exibe nesse disco uma síntese de suas obsessões conceituais, uma coerência ideológica que não admite fissuras.
Este então é o León Gieco, grande artista argentino, caracterizado por misturar o folclore com rock argentino e pelas conotações sociais e políticas de suas canções em favor dos direitos humanos e solidariedade pelos excluídos.

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16 fevereiro, 2012

Toncho Pilatos (Mexico)

Una dosis Latinoamericana - Toncho Pilatos (Mexico)



A música interpretado pela Toncho Pilatos, era original em sua letra e instrumentação,
apesar do ritmo com clara influência “Stoniana”.

Seu som chamou tanto a atenção ao ponto da sua gravadora lançar seu primeiro álbum em um disco duplo.
O que até então só tinha sido feito por grupos Norteamericanos, Ingleses e Canadenses, porem nenhum Mexicano.

O disco fez tanto sucesso que foi editado também na Alemanha.

Em uma declaração da época Bob Dylan considerava que essa era a música que poderia revolucionar o rock do mundo.
Igualmente Beck considerou o primeiro álbum de Toncho Pilatos como uma influencia em sua carreira musical.

Finalmente as criticas se dividiram, porém o melhor aconteceu; projetar este grupo a nível nacional e internacional,
pois o grupo era requisitado nas mais importantes cidades  para apresentações ao vivo,
as quais eram  a melhor maneira de captar todo o esplendor  do Toncho Pilatos.

Mas nos finais dos anos oitenta Toncho Pilatos desapareceu da cena musical.

Depois de várias trocas de integrantes, o grupo esteve em Los Angeles, se apresentando como “Toncho Indian Braves”,
onde não se deram muito bem.

Em 1991 gravaram seu terceiro e último disco, “Soy Mexicano” . 
Alfonso Toncho Guerrero, vocalista e líder da banda, morreu em 4 de Julho de 1992, com 42 anos,
poucos meses depois de ter lançado o disco e poucas semanas de sua ultima aparição na TV, onde foi muito bem recebido.

Porém o legado do Toncho Pilatos continua vivo.
Com sua música mexicanista cantada em espanhol, este legendário grupo semeou as sementes do verdadeiro rock Mexicano.
Seus três discos hoje são considerados como verdadeiras obras primas.

 A bandas ainda segue na ativa com alguns de seus integrantes originais e se apresenta com certa regularidade em algumas cidades do Mexico.




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01 fevereiro, 2012

Dias De Blues (Uruguay)


Una dosis Latinoamericana - Dias De Blues
Banda uruguaia formada em Montevidéo em 1972. O grupo surgiu após a separação do Opus Alfa, de onde vieram o baterista Jorge Graf e o vocalista e baixista Jorge Barral. A eles juntou-se o guitarrista e também vocalista Daniel Bertolone, e juntos gravaram um único e raríssimo disco, que chegou ao mercado naquele mesmo ano.

O som do Dias de Blues é um blues pesado e repleto de riffs típicos do hard rock, com influências de nomes como Cream e Led Zeppelin. A mixagem, que deixou o som bem cru, coloca mais charme ainda no disco, deixando tudo bem na cara e com ar de "ao vivo" no estúdio. Entre as faixas, destacaria a abertura com "Amasijando los Blues", a deliciosa e acústica "Dame Tu Sonrisa Loco", o hard rock de "No Podram Conmigo", "Estan Desubicados", "Esto Es Nuestro" e a longa "Toda Tu Vida", que encerra o álbum.

Este debut e único disco do Dias de Blues foi lançado com duas capas diferentes, sendo uma para a versão original uruguaia e outra para a versão argentina.  Ambas são muito raras e desejadas, principalmente a uruguaia, alcançando valores consideráveis entre os colecionadores. Existe uma versão em CD do álbum, lançada pela ótima gravadora italiana Akarma em 2000, e que é consideravelmente mais fácil de ser encontrada.
Versão Uruguaia
Versão Argentina
Versão Italiana

   
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